segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Falar de mim....

O que dizer para me descrever?
Bom, para começar, meu nome é Julia Toro, tenho 23 anos e sempre vivi na babilônica São Paulo.

Sou fotógrafa e figurinista. Sou amante do criar. Criar um olhar. Criar uma risada Criar formas. Criar momentos. Criar a magia...
Sempre estive envolvida com a arte, sempre me satisfiz com a minha arte e com o poder de agradar os outros.

Gosto muito rir. E penso sempre em poder proporcionar o humor, pois creio que todos gostam também... Rir é gostoso, é universal, faz bem. Tem o incrível poder de nos transportar dessa realidade para uma outra mais divertida, mesmo que por alguns segundos. Penso muito nesse poder transformador do riso....não é a toa que um sorriso de uma criança é tão belo e nos toca lá dentro...e faz o dia valer a pena.

Sou uma pessoa em constante mudança, pois percebi que vivo de paixões. E por isso talvez que tudo que faço tem muito vigor...
Já há um tempo vem brotando em mim uma certa insatisfação quanto às coisas que tenho feito, produzido e trabalhado. Percebo a cada dia, que apenas agradar os outros, não me agrada mais. Sinto que preciso pôr a minha força em algo que tenha um real significado e importância para mim e para os outros. Quero ajudar, quero me doar e quero pensar que um dia as coisas possam estar diferentes.
Sei que todos têm algo a oferecer, algo a dizer e algo a aprender....e quero isso, quero integrar e agir para um bem viver bem entre todos.


Tarefa 1

Eu estou alguém com uma grande vontade de fazer o bem, de ajudar, de transformar, de integrar.

Eu me sinto confusa com vontades novas surgindo e com as escolhas que devo fazer. Mas me sinto bem por entender que chegou o momento de mudar, de conhecer novos caminhos, novas lutas e lindos projetos.

Minhas dúvidas profissionais são várias. Sempre surgem novas, mas que me estimulam a buscar mais conhecimento a cada dia. Mas minhas reais dúvidas ultimamente têm sido sobre a vida, sobre a nossa existência, sobre as pessoas, sobre as diferenças, sobre o meu papel aqui.

Meu sonhos. Meu maior sonho é um dia poder viver sem essa gigante desigualdade social que existe. É poder saber que ninguém mais passa fome e nem frio. É não ver mais crianças perdendo sua infância enquanto vendem balas no farol. É não ver mais o desespero nos olhos das pessoas. É dar acesso a educação para transformar o mundo em um lugar possível de ser feliz. Todo mundo têm o direito a viver bem e meu sonho é ver isso acontecer.

Meu desafio está no medo. Medo de invadir o espaço do outro para tentar mudar a sua forma de pensar. Medo de me expor. Medo do desrespeito. Mas sei que todo esse medo pode muito fácil ser extinguido....é só trabalhar!


Tarefa 2

Meu propósito
Quero participar do Guerreiros sem armas porque quero me envolver com algo maior que apenas minha vida. Quero ajudar a quem precisa, quero fazer alguma diferença para mim e para os outros. Quero participar para começar a pensar em mudar as coisas, mudar as relações entre todos, mudar os conceitos, mudar o respeito, mudar a vida que a gente vive, porque para muitos, ela é muito difícil.

Meu compromisso
Não sei dizer o que vou fazer quando voltar do programa, porque não sei o que eu serei após o programa. Sei que vou me transformar lá, que vou aprender muito, que vou me fortalecer para agir mais, mas ainda não sei dizer o que fazer ao certo. Sei, com muita certeza, que vou querer continuar trabalhando com isso, com o Instituto Elos, com projetos sociais, com a prática do bem, pois isso é algo que carrego para a minha vida. Quero continuar a sonhar e ir atrás desse meu sonho de viver em mundo melhor, mais justo e belo.

Minha ação
Acho que a experiência do Guerreiros sem armas vai me ajudar principalmente em perceber que mudanças podem acontecer e que só devemos acreditar. Mas, praticamente, penso que vai me ajudar muito a lidar com as diferentes pessoas que se envolvem no projeto, vai me ajudar a perceber a força da união entre todos para que algo aconteça. Vai me ajudar perceber as reais necessidades das comunidades. Vai me ajudar a passar por cima dos medos e receios. Vai me ajudar a perceber que o caminho é esse. E acho que o que eu vou receber em troca por ajudar e participar, vai ser muito forte e muito construtivo também.

Tarefa 3 - Eu faço a diferença
Não tenho grandes histórias como protagonista para contar. Tenho alguns fatos que acontecem, que têm grande valor e que me fazem refletir por um tempo.
Outro dia, por exemplo, estava andando na rua augusta e percebi que um cego estava andando ao meu lado. Por um tempo fiquei quieta à observá-lo, e percebi quão aguçada é sensibilidade de um pessoa com deficiência visual. Bom, logo me ofereci para ajudar a guiá-lo e ele...para se abrir comigo. Foi uma delícia de experiência. Ele me contou de sua forma de viver, de suas dificuldades e como lidava com elas. Me contou como era seu dia-a-dia e me ensinou muito sobre sua realidade. Foi uma troca tão gostosa, que me fez ficar com um sorriso na cara o resto do dia. O que quero dizer com essa experiência é que todos temos o nosso valor. Todos temos algo a oferecer e receber... e sinto que faz parte da nossa essência gostar dessa troca. Eu, nessa minha experiência simples e até corriqueira, tive uma troca linda. Eu dei os meus olhos e ele me deu seu mundo e ambos crescemos com isso.











Um comentário:

  1. Juliet's!!!
    Gostei muito do que li sobre o programa, achei muito bem amarrado o objetivo e a forma de envolver jovens do mundo inteiro, de diversas áreas!
    Não entendi muito sobre a grana...A partir de quais levantamentos eles chegaram neste valor? Achei um pouco alto, mas querendo saber mais...
    Lindo seu texto! Fiquei emocionada com a forma livre e aberta que escreveu! Mais Julia que isso, seria impossível!
    Boto fé no seu esforço e na sua busca por plantar um pezinho de feijão do bem a cada dia!!! hahahaha
    É isso nega, força na peruca!!!!
    Beijossss grandessssssss

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